segunda-feira, 3 de julho de 2017

RESENHA: Livro "Resistência" de Affinity Konar

Olá pessoas! Vocês estão bem? Bom, eu estou em lágrimas. O motivo? Esse livro que trago a resenha para vocês nesse post, vem conferir o drama...
TÍTULO: Resistência
AUTOR: Affinity Konar
PÁGINAS: 320
EDITORA: Fábrica 231
Indicação de leitura dos principais veículos de imprensa norte-americanos, Resistência narra a trajetória de duas irmãs gêmeas lutando pela sobrevivência na Segunda Guerra Mundial. Pearl e Stasha chegam a Auschwitz em 1944 e ainda vivem sob o encantamento da infância – têm uma conexão muito forte, se entendem, se confortam e brincam juntas. Como parte de um experimento chamado Zoológico de Mengele, as irmãs conhecem o horror e têm suas identidades fraturadas pela dor e pelo sofrimento. No inverno, Pearl desaparece; Stasha chora pela irmã, mas mantém a esperança de encontrá-la viva. Ao final do conflito, Stasha se depara com um mundo em ruínas, uma Polônia devastada pela guerra, e tenta reconstruir sua vida a partir dali. Romance narrado com uma voz poderosa e única, Resistência desafia qualquer expectativa ao atravessar um dos períodos mais devastadores da história contemporânea e mostrar que há beleza e esperança até diante do caos e ganhou elogios da crítica e de autores como Anthony Doerr, de Toda luz que não podemos ver.
Resistência é um romance histórico baseado na história real de gêmeas sobreviventes da Segunda Guerra Mundial. Escrito pela autora Affinity Konar, o livro teve lançamento no Brasil em março de 2017 pela Fábrica 231. Narrado em primeira pessoa por duas personagens diferentes o livro possui 320 páginas, divido em capítulos com 3 partes num todo.

O livro começa com as gêmeas Stasha e Pearl chegando em Auschwitz, sem muitas delongas ou introduções sobre a guerra que tanto lemos e estudamos. As meninas são separadas da mãe e do avô tão amados. O destino das duas no campo de concentração é serem objetos de estudo do Dr. Mengele, também conhecido como "Anjo da Morte".

O médico tem uma fascinação por gêmeos e em Auschwitz, onde todos eram levados, o monstro os estudava como animais, abria, cutucava, costurava e assim repetidamente até os coitados não aguentarem mais ou apenas até que o doutor decidisse que não serviriam mais. As protagonistas experimentaram o pior em suas mãos, mais ainda por em certo momento serem separadas, desconhecendo elas o destino uma da outra.

A narrativa é crua e não poupa o leitor dos horrores que sabemos que foram reais apesar das modalidades serem inimagináveis, e conhecer uma nova é sempre motivo para doer o coração. As meninas têm por volta de 13 anos quando chegam mas sofrem, assim como seus colegas, como se fossem por décadas. A tortura da separação de sua metade é tão dolorosa quanto a tortura física que sofrem diariamente.

O elo entre essas duas irmãs é o sentimento mais forte que se pode ser descrito numa história. São metades de um único ser que vivem em corpos separados porém idênticos. A história transforma o constante sofrimento numa luta para se encontrarem com a ajuda de personagens que também carregam seu sofrimento de guerra e força de sobrevivência. O desenrolar de tudo é emocionante e não decepciona. A narrativa é forte e às vezes até chocante, então esteja preparado para se emocionar em diversas partes.

Se você gosta de dramas ambientados na II Guerra Mundial esse livro é indispensável para sua coleção e leitura obrigatória. Esse exemplar eu ganhei mas a sinopse, capa e o comentário do autor Anthony Doerr, que escreveu meu livro favorito da vida (Toda luz que não podemos ver) que também é um romance ambientado na II Guerra, me fariam adquiri-lo de qualquer forma!


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