quinta-feira, 2 de março de 2017

RESENHA: Livro "A Maldição do vencedor" de Marie Rutkoski

Olá queridos, como estão? Dia de resenha por aqui e o livro de hoje me surpreendeu bastante, de diversas formas. Sem enrolação vamos direto ao ponto...

Kestrel quer ser dona do próprio destino. Alistar-se no Exército ou casar-se não fazem parte dos seus planos. Contrariando as vontades do pai – o poderoso general de Valória, reconhecido por liderar batalhas e conquistar outros povos –, a jovem insiste em sua rebeldia. Ironicamente, na busca pela própria liberdade, Kestrel acaba comprando um escravo em um leilão. O valor da compra chega a ser escandaloso, e mal sabe ela que esse ato impensado lhe custará muito mais do que moedas valorianas. O mistério em torno do escravo é hipnotizante. Os olhos de Arin escondem segredos profundos que, aos poucos, começam a emergir, mas há sempre algo que impede Kestrel de tocá-los. Dois povos inimigos, a guerra iminente e uma atração proibida... As origens que separam Kestrel de Arin são as mesmas que os obrigarão a lutarem juntos, mas por razões opostas. A maldição do vencedor é um verdadeiro triunfo lírico no universo das narrativas fantásticas. Com sua escrita poderosa, Marie Rutkoski constrói um épico de beleza indômita. Em um mundo dividido entre o desejo e a escolha, o dominador e o dominado, a razão e a emoção, de que lado você permanecerá?
A Maldição do vencedor é o primeiro livro da trilogia O Vencedor lançado pela editora Plataforma 21. Com 328 páginas, o livro narrado em terceira pessoa mistura romance e política que envolve o leitor e o leva a prender a atenção nesses dois temas.

Kestrel é uma jovem de 17 anos filha do general de Valória. A jovem perdeu a mãe ainda muito cedo e seu pai tenta convencê-la para que a filha se aliste no exército e seja uma soldado ao seu lado. A moça tem um olho bom para estratégias e não lutas e cresceu sempre rebatendo a opinião do seu pai sobre seu futuro. A personagem tem uma personalidade que conquista o leitor logo no primeiro capítulo.

Certo dia, ao passear com sua melhor amiga, Jesse, as duas se deparam com um leilão de escravos e Kestrel tem um desejo súbito de comprar um jovem escravo, o qual o leiloeiro informa que além de ser um ferreiro é também um ótimo cantor. As habilidades chamaram a atenção de Kestrel pois um ferreiro era muito conveniente para o pai. Mas quando ouviu que o escravo sabia cantar ela encheu os olhos pois ela amava tocar piano.

A moça cobriu todas as ofertas pagando um preço altíssimo pelo escravo o que gerou o primeiro de vários burburinhos e escândalos que viriam a se seguir. O escravo se chamava Arin, um bonito e misterioso rapaz herrani. Os herranis eram os povos que dominavam Herran, antes de os valorianos tomarem o poder. Depois da guerra os herranis vivos se tornaram escravos.

No início Kestrel não sabia muito o que fazer com o escravo, pois a compra foi um tanto quanto impulsiva. Depois deixou-os nas mãos do mordomo para que instruísse suas atividades. Todos os encontros entre a moça e seu escravo eram marcados por tensão e curiosidade. O rapaz tinha um mistério em seu olhar que variava de irritante à charmoso. Logo que Kestrel começou a usá-lo como seu acompanhante, espécie de segurança pessoal, o que era normal para as mulheres valorianas, a barreira entre os dois pareceu se rachar e começaram, aos poucos, a se conhecer. Ou pelo menos achavam que estavam se conhecendo.

Todas as propriedades que os valorianos habitavam, eram anos antes dos herranis. A derrota desse povo parecia ter sido concretizada e ficado no passado. Mas a vingança vinha sendo planejada e a concretização estava próxima. Enquanto Kestrel estava preocupada em desvendar o mistério que era seu escravo, seu pai lutava em batalhas constantemente, sua amiga só pensava em festas junto com seu irmão que queria um compromisso com Kestrel, os herranis estavam trabalhando arduamente para reconquistar o poder usando escravos infiltrados nas mais importantes famílias.

Um improvável romance em meio a uma sociedade que vivia uma recém reviravolta política irá surpreender o leitor ao achar que tudo é muito óbvio quando se trata de amor e poder. Os personagens são meticulosos e sabem usar bem o raciocínio para a guerra mas muitas vezes são meros aprendizes com o desejo ao usar o coração.

Foi o primeiro livro que li da editora Plataforma 21 e me surpreendi com a qualidade da edição. Capa, diagramação e revisão perfeitos. Uma surpresa lendo esse romance de época, gênero que vem me conquistando cada vez mais com histórias fortes e fugindo dos clichês.

Curtiram a resenha? Já conheciam o livro? Comenta aí... beijo na alma e até a próxima!

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8 comentários:

  1. O trabalho gráfico da editora é sensacional, eu li esse livro ano passado e não curti, tanto que não me interessei pela continuação.

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  2. Olá, como vai?
    Eu acho a capa desse livro espetacular <3
    Adorei ler sua resenha, me esclareceu algumas questões que em resenhas que li anteriormente não tinha entendido.
    Já quero ler mais ainda, comprar um escravo por um preço tão alto, por gostar de música em um mundo quase em colapso, gostei bastante.
    Beijo
    https://qadulta.blogspot.com.br

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  3. Olá, eu já tinha visto esse livro por aí mas não sabia do que tratava. Escravidão é um tema bem forte e polêmico, não tem como imaginar que os escravizados não se revoltariam, né!?

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  4. Olá Rodrigo,tudo bem?
    Eu ja tinha lido algumas resenhas desse livro e todas muito positivas. Com um tema forte e uma premissa diferente esse livro me chamou muito a atenção. Sem falar nessa capa linda né?
    Amei a sua dica e a sua resenha maravilhosa. Parabéns!

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  5. A capa deste livro chamou muito minha atenção, mas admito que ainda não tinha lido algo sobre esta história antes, então é tudo novidade para mim hehehe

    Fiquei interessada pela proposta desta narrativa, mesmo lendo apenas umas resenha (esta) já comecei a imaginar como irei me envolver pela trama que tem tudo para se encaixar no meu perfil de leitora. Adorei mesmo, fiquei feliz por ter me apresentado este livro :D

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  6. Oiii Rodrigo, como vai querido?
    Olha, dessa vez a obra não é aquelas que eu realmente leria porque não me agrada, mas o que me deixa curiosa é o enredo, sabe quando a gente fica com a pulga atrás da orelha por causa de livro? Fiquei assim, não vou descartar a ideia de que um dia eu possa ler.
    Beijinhos da Morgs!

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  7. Essa capa me chamou atenção logo de cara, mas não sabia do que se tratava a história, então deixei passar - na real, pensei que era só mais um romance de época clichê. Mas depois dessa resenha, caraca, que história!
    Fiquei mega curiosa com o escravo e o que se sucederia depois dela ter o comprado.

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  8. Preciso concordar contigo, nunca fui fã de romance de época, mas recentemente eles vem me conquistando também por serem menos clichês. Os YA estão muito saturados ultimamente, mais do mesmo. Adorei a resenha!

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