segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

RESENHA: Livro "As doze tribos de Hattie" de Ayana Mathis

Olá leitores adoráveis! Depois de tanta correria que gerou bons frutos (amem!) estou de volta. Apesar de estar afastado um pouco do blog, canal e afins, as minhas leituras não pararam. Hoje trago para vocês a resenha desse livro que me surpreendeu, de uma forma boa. Vem conhecer...
Em 1923, aos quinze anos, Hattie Shepherd deixa a Geórgia para se estabelecer na Filadélfia, na esperança de uma vida melhor. Mas se casa com um homem que só lhe traz desgosto e observa indefesa quando seu casal de gêmeos sucumbe a uma doença que poderia ter sido evitada com alguns níqueis. Hattie dá à luz outras nove crianças, que cria com coragem e fervor, mas sem a ternura pela qual todos anseiam. Em lugar disso, assume o compromisso de preparar os filhos para as calamitosas dificuldades que certamente enfrentarão e de ensiná-los a encarar um mundo que não os amará nem será gentil. Contadas em doze diferentes narrativas, essas vidas formam a história da coragem monumental de uma mãe e da trajetória de uma família. Belo e inquietante, o primeiro romance de Ayana Mathis é assombroso do início ao fim — épico, angustiante, imprevisível, vibrante e cheio de vida. Uma história envolvente e cativante, um retrato marcante de uma luta tenaz diante de adversidades insuperáveis e uma celebração da resiliência do espírito humano. As doze tribos de Hattie é um romance de estreia de rara maturidade.
As doze tribos de Hattie é o romance de estreia da autora Ayana Mathis e foi lançado em 2014 pela editora Intrínseca. O livro possui 224 páginas em folhas amarelas e os capítulos são nomeados e não enumerados. É geralmente narrado em terceira pessoa intercalando em alguns capítulos sendo narrado também em primeira pessoa.

Hattie Shepherd desde jovem apresenta a determinação que poderá ser vista e apreciada durante toda a obra. Mesmo que venha acompanhada de medo, raiva ou desespero. Cada capítulo conta a história envolvendo uma ou duas tribos de Hattie. Para entender melhor: tribo refere-se a um filho. O título do livro é referência às "doze tribos de Israel", que segundo a Bíblia, as tribos receberiam os nomes dos 10 filhos legítimos de Israel e mais 2 "de criação".

Sendo assim, o livro segue essa mesma linha. A histórias dessa família americana são contadas durante o período das décadas de 20 à 70. Não era fácil ser negro nessa época, disso já sabemos, e o foco do livro não é abordar o racismo em si. O tema vem à tona naturalmente, é inevitável. Na verdade, a atenção do leitor é presa aos diversos dramas vividos por essa família, que teve como alicerce um casal que começou a enfrentar todas as dificuldades possíveis quando ainda jovem, e tendo que descobrir como criar filhos quando, na verdade, mal conheciam sobre eles mesmos.

A preocupação em manter os filhos vivos e alimentados passa por cima de afetos como carinho e atenção, por parte da mãe. Enquanto o pai, August, vive uma vida de traições fora de casa, mas sempre sobra um tempo para uma gracinha ou uma música para os filhos. Essa variação de ares dentro desse ambiente familiar terá consequências críveis mas não tão previsíveis para os personagens.

O resultado de tantos filhos enfrentando diversas confusões na infância, adolescência e idade adulta gera as mais interessantes, tristes e reflexivas histórias para essa obra que prende a tenção do leitor e transporta para uma época dura, injusta e real, que mesmo sendo retratada em tantos outros livros ou filmes, ainda consegue surpreender o leitor com a força ou a vulnerabilidade que esse povo teve que se submeter.

Esse livro estava na minha TBR há mais de um ano. A escolha foi feita por conta do meu desafio literário do ano, o qual um dos dois desafios do mês de Janeiro era ler um livro escrito por um(a) autor(a) negro(a). Missão cumprida!

Falo um pouco do livro também no vídeo do resumo das leituras de Janeiro. Confiram e não esqueçam de se inscrever. Beijo na alma! 😉


13 comentários:

  1. Olá, como vai?
    Nossa foi incrível par mim ter a oportunidade de ler mais sobre esse livro, comprei ele na Black Friday do ano passado porque estava barato, mas não sabia muito sobre a história.
    Agora realmente vou ler ele, você escreveu muito bem a resenha, me deixando inspirada a começa-lo.
    Beijo
    https://qadulta.blogspot.com.br/

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  2. Adoro ler um livro que prende não pelo tema que aborda, mas pelo drama diário que apresenta e pelo modo como consegue nos conectar aos personagens. Poderia ser um livro apenas sobre racismo, mas é sobre família e as dificuldades que não apenas o racismo impunha, mas todo o contexto da época. Gostei muito e anotei a dica!

    Beijos!
    http://www.myqueenside.com.br

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  3. Gostei da indicação, é uma história bem diferente do que estou acostumada ler, bem diferente mesmo. É um livro curto que eu me arriscaria a ler :D

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  4. Ahhh gosto de livros assim que fazem refletir a gente sabe que a vida real é dura e injusta muitas vezes, mas todo mundo tem um jeito de lidar com os problemas e algumas histórias em livros nos ajudam de certa maneira. Gostaria muito de ler este livro. Ótima indicação.

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  5. olá, tudo bem?
    Primeiramente tenho que dizer que não conhecia a autora nem a obra e que sim, ameia sua dica de leitura. Gosto de livros fortes que nos leva a uma reflexão. Amei a sua resenha. Beijos

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  6. Olá!
    Não conhecia esse livro e fiquei interessada! Parece muito interessante <3
    beijos!

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  7. Nossa, que história é essa?
    Desconhecia o livro, mas fiquei absurdamente interessada, já na sinopse, de certa forma, lembrei-me da história de minha avó. Também não conhecia a autora.

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  8. Ah, esse livro realmente não me atraiu! Não gostei dessa ciosa de referência bíblica e, de fato, não sou uma grande fã de dramas. Mas parece que muita gente gostou, né?

    ;*

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  9. O livro é interessante e parece ter um enredo realmente emocionante, só não é muito o tipo de livro que eu ia gostar de ter na estante.

    http://laoliphant.com.br/

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  10. nossa, que essa leitura parece ser incrível. :o
    já fiquei super a fim de fazer...interessante essa analogia com as doze tribos...
    certeza de entrar na wishlist...
    bjs ^^

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  11. Oie
    eu tenho uma amiga que tem o livro, leu e me indicou, parece ser bem interessante e inteligente então bateu a curiosidade, quem sabe eu não arrisque, gosto desse tipo de gênero mais forte

    beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  12. Oie como vai?

    A obra parece tão dura mais terna, é realmente complicado parar e ler uma obra que escracha certos tipos de preconceitos e ler sobre a idas e vindas da vida é bem reflexivo mesmo, fiquei curiosa.

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  13. Olá!
    Adoro esses dramas familiar e com essa pegada de racismo anos 20, me lembra muito A cor purpura. Tenho este livro e desejo muito ler.
    Amei sua resenha.
    Abs
    Ni
    Cia do Leitor

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