quarta-feira, 26 de julho de 2017

Hey, queridos! Como estão? Olha o tio trazendo mais uma vez presentinho para vocês. O autor e blogueiro Rob Camilotti acabou de lançar seu primeiro livro de contos na Amazon e cedeu o primeiro conto para vocês já irem sentindo um gostinho.
CONTO: Quilômetro Cinza (Um caso vampiro em São Paulo).
 por Rob Camilotti

   Hiroilto foi sem destino então. Fincou a chave no carro, desobedecendo a advertência veiculada continuamente no rádio para que ficasse em casa dada à excepcionalidade do que ocorria com o tempo em São Paulo. - “Talvez, o clima esteja igual no mundo.” - pensou enquanto dirigia.

   “Que está acontecendo?” - a neve caía torrencial ao longo da Bandeirantes, em flocos grossos, instalando o frio que não era menos aterrador. Foi percebendo que, enquanto dirigia, era literalmente o único em toda a cidade que havia tido a ideia de se atirar ao desconhecido, mas dirigiu o carro com cuidado em todo momento. Certa hora, Hiroilto parou ao avistar, no acostamento da marginal, um menino sozinho que não aparentava ter mais de dez anos. Deu duas pancadinhas no vidro do carro como quem o anunciava que podia se aproximar, só que o menino porém limitou-se a olhar em sua direção, dando a entender que não entendia o que Hiroilto queria. - “Ele vai morrer congelado se eu não tirá-lo de lá”. - abriu a porta do carro e se entregou ao frio.
    A pista estava escorregadia por causa de uma crosta de neve que, com alguma rapidez, acumulava-se nas bordas, quase que se estendendo a um rio congelado. Tinha que ser mais ligeiro no resgate ao menino. - “Não tenha medo, garoto, deixa eu te ajudar!” - estendeu-lhe a mão enquanto caminhava, para que viesse ao seu encontro, porém, de novo, o menino não reagiu. Valente, no que se aproximou, Hiroilto envolveu o menino nos seus braços e o levou com ligeireza para dentro do carro. - “Que merda, Hiroilto!” - na pressa de socorrê-lo, Hiroilto esqueceu de fechar a porta ao sair do carro e uma boa camada de neve encobria todo banco do motorista. Com duas braçadas generosas, expulsou a maior parte da neve. Entrou no carro mesmo assim e colocou o menino sentado no banco do carona, ao seu lado.
    “Ufa, que aventura hein?! Como se chama, garoto?”
O menino respondeu:
    “CD.”
   “CD?” - sorriu para o menino, que fez que sim com a cabeça. - “Prazer em conhecê-lo, CD. Vou levá-lo para casa, certo? Onde estão seus pais?” - Hiroilto não disfarçou a afeição que já sentia pelo menino.
   CD não o respondeu. Em vez disso, lançou-lhe um olhar opaco, fosco, inabilitado de sentir. Hiroilto presumiu desse modo que o menino não tivesse os pais e que, justamento por isso, o encontrara na rua.
    “Pobre garoto!” - exclamou baixo. Disse em seguida. - “Vamos ficar juntos até que a neve passe e depois te levo para uma delegacia. Quem sabe eles não te arrumam uns pais bem legais! Combinado assim, CD?”
    CD o encarou com desinteresse. Deu-se a entender que, para ele, tanto importava o que fariam depois. CD tinha o rosto e as mãozinhas tão brancos que impressionavam fortemente Hiroilto, e cada vez mais.
    “Está com frio?”
    “Um pouco.” - CD respondeu.
    “Coitadinho! Não se preocupe porque já estamos chegando. Vou te levar para casa.”
    E Hiroilto passou-lhe as mãos nos cabelos, confortando-o. Ao fazer isso, se impressionou mais uma vez: os cabelos de CD estavam extremamente secos e sua pele, sem viço algum, ficava cada vez mais branca, diferente em comparação a qualquer outra que já havia visto, como a de um cadáver de um menino congelado. Em seguida, ao levar a mão ao nariz e cheirá-la, quase vomitou ao sentir um cheiro terrivelmente podre em um pouquinho de óleo que se impregnara na ponta dos dedos. Era como se houvesse acabado de passar a mão na carniça de um animal morto. Assustado, decidiu levar o menino direto para uma delegacia, invés de levá-lo para casa como o havia prometido.
    “Estou com fome e eu quero comer agora.” - CD pôs as mãozinhas sobre sua barriga.
    “Já estamos chegando em casa, CD.” - Hiroilto escondeu-lhe aonde verdadeiramente estavam indo.    “Aguente só mais um pouco, combinado?” - e foi acelerando o carro, mostrando pressa em se livrar do menino.
    “Eu disse que eu quero comer agora, não me ouviu?”
O menino, antes indefeso, se revelou então. Ao olhar para o lado, Hiroilto foi tomado pelo horror. Criatura medonha, a cabeça de CD revelou-se peluda; as orelhas, os olhos, o nariz e os dentes fininhos lembravam os de um asqueroso morcego.
   “Não precisa ser do jeito mais doloroso para você. Só quero um pouco de sangue. Vou transformá-lo.”
   “Vá embora, demônio!” - Hiroilto enfiou o pé no freio.
   Com toda calma possível, CD, pequeno conde vampiro, foi se aproximando lentamente do homem, que, já em paz e a vontade com seu destino, sentiu cravar os dentinhos na jugular.
    “Só uma dose do seu sangue.”

FIM
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O conto “Quilômetro Cinza” se soma a outras quinze histórias que fazem parte do livro “Quilômetro Cinza e Outros Contos de Cabeça”.
O livro está à venda na Amazon e você pode adquirir nos dois formatos através dos seguintes links:



segunda-feira, 24 de julho de 2017

Resenha nova, meu povo! Olha que coisa mais linda que eu tô trazendo por aqui. Vem, vem...
Durante a Revolução Farroupilha (1835-1845) — uma luta dos latifundiários rio-grandenses contra o Império brasileiro —, o líder do movimento, general Bento Gonçalves da Silva, isolou as mulheres de sua família em uma estância afastada das áreas em conflito, com o propósito de protegê-las. A guerra que se esperava curta começou a se prolongar. E a vida daquelas sete mulheres confinadas na solidão do pampa começou a se transformar. O que não está nos livros de história sobre a mais longa guerra civil do continente está neste livro de Leticia Wierzchowski, um exercício totalizador sobre a violência da guerra e sua influência maléfica sobre o destino de homens e de mulheres.
 A casa das sete mulheres é um romance histórico narrado em terceira e primeira pessoa, escrito pela autora Leticia Wierzchowski. O livro faz parte da trilogia que teve relançamento em maio de 2017 pela Bertrand Brasil.

Pulando a aula de história sobre a Revolução Farroupilha vamos focar na narrativa que essa obra maravilhosa apresenta. A história inicia com a chegada das mulheres numa estância afastada de onde a guerra tinha estourado. Bento Gonçalves, o líder da revolução e principal membro da família, resolveu deixar "suas mulheres" e crianças o mais isolados possível. Assim, sua esposa, filhos, irmãs e sobrinhos vão para a Estância da Barra.

A chegada naquele lugar tão afastado apesar das belezas naturais e fartura que a família possuía, mexeu de imediato, apesar de ainda pouco, com os ânimos, expectativas e anseios das mulheres que lá ficariam por tempo indeterminado, esperando sempre pelo fim daquela guerra.

As 7 mulheres são Ana, Maria Manuela e Caetana, irmãs e esposa de Bento Gonçalvez, respectivamente. E as moças são Perpétua, filha de Caetana e Bento e suas primas Rosário, Mariana e Manuela.
"Como um muro, é assim que uma mulher do pampa espera pelo seu homem. Que nenhuma tempestade a derrube, que nenhum vento a vergue, o seu homem haverá de necessitar de uma sombra quando voltar."

Na narrativa, temos os "Cadernos de Manuela", escritos da personagem contando de seus sentimentos e sua visão da história. Manuela é uma personagem de destaque pelo seu envolvimento com um italiano aliado de Bento Gonçalves chamado Giuseppe Garibaldi. A moça vive um amor impossível e um tanto quanto dramático na trama.

E drama é o que absolutamente não falta. Mulheres, esposas, irmãs, mães e filhas sofrendo a dor e a ânsia de ver os homens da casa indo para a guerra, sem ter muito o que fazer a não ser esperar. Se valendo de orações, preces e sofrimento por aqueles que estão no constante banho de sangue que durou quase 10 anos. Além de suas próprias dores, onde as mais jovens perderam todo o ânimo que sua época e a expectativa criaram para suas vidas tomando rumos totalmente inesperados e especialmente tristes.

A história da revolução é recontada com os pesares da guerra, das batalhas e das perdas. Mas o sentimento e a angústia o leitor acompanha através da agonizante paciência disfarçada daquelas que esperam. Romances impossíveis, inacabados, proibidos e até algo sobrenatural está sobre o véu que cobre a vida da casa das 7 mulheres. A tragédia não está somente nas batalhas...

"Havia um céu azul e uma brisa morna de manhãzinha. Havia um céu azul, agora tudo é negro e sujo e moribundo por um momento, até que a poeira desce e outra vez se descortina o movimento ritmado dos corpos vivos pisando sobre os corpos mortos. E o céu permanece inalterado,o olho de Deus."

Um livro longo e que tem absolutamente tudo pra ser cansativo, mas não é! Há muito força nas perdas, muito coragem nos medos e muito vida a ser contada entre essas quase 500 páginas. Se você acompanhou a série da Globo (muito boa, por sinal) irá sentir falta de algumas coisas que, confesso, se estivessem no livro seria melhor ainda. Mas não deixa a desejar. A edição está maravilhosa, sem nenhum erro de revisão encontrado por mim e essa arte da capa apaixonante! Uma obra e tanto.


sexta-feira, 21 de julho de 2017

Olá meus queridos! Como estão? Hoje resolvi trazer um tema que vêm me incomodando há bastante tempo e decidi fazer um texto pra falar sobre isso. Vamos falar de modinhas...

O que é modinha pra você? Você usa esse termo? 

Na universidade chamada Internet e no curso superior chamado Facebook, onde muitos críticos de alto escalão se formam por lá, esse termo é bastante usado e se mostra bem contraditório dentro da sua própria ideia e principalmente se analisado por quem exatamente o usa.

Quando as pessoas começaram a ter mais acesso e a discutir muito mais sobre qualquer coisa que se torna muito popular, o termo modinha apareceu e muitos "pseudo-cult", "diferentões" e "críticos de alta-excelência" começaram a usar o termo para criticar seja lá o que estivesse em questão.

Não importa se é um livro, um filme, um cantor/banda, um game...enfim. Tudo que cai no gosto do povão se torna modinha. E tudo que é modinha perde pontos no gosto de muita gente. Mas vamos lá ao xis da questão: a qualidade do "produto" não conta? Ou o que conta é o alcance de tal coisa? A essência da obra se perde a partir de quantos milhões de apreciadores?

Vejamos alguns exemplos (baseados fortemente em fatos reais):

- Eu até gostava de Crepúsculo até todo mundo começar a assistir, Aff!

- Eu até tinha vontade de ler A Culpa é das Estrelas mas todo mundo tá lendo, Deus me livre!

- Eu ODEIO Game of Thrones, nunca assisti mas todo mundo só posta sobre isso.

Não vou discutir sobre o conteúdo citado porque são apenas exemplos. Mas tenho absoluta certeza que você já deve ter lido ou escutado algo parecido (ou até idêntico) por aí. Onde quero chegar é o seguinte: Por que agora que todo mundo assistiu, o filme X se tornou ruim? Por que o livro Y ficou desinteressante? Só porque todo mundo tá lendo? Por qual motivo você odeia a série Z se você não assistiu nenhum episódio, ou não assistiu completa  pra poder dizer com certeza que você odeia?

E daí se todo mundo está falando sobre Sense8, eu não controlo os posts dos meus amigos falando o quanto Mulher-Maravilha é bom. Que bom que tá todo mundo jogando The Last of Us e que estão gostando, sinal que o jogo deve ser bom mesmo! Lembrem-se crianças, o fato de ter milhões de pessoas usando/falando sobre tal produto, não muda a sua essência, a obra continua lá. Se você não gosta, não goste porque você viu e achou ruim, tenha um argumento.

Uma dica, não vou dar conselho porque não sou (não mesmo!) a melhor pessoa pra isso, mas lá vai: Tenham uma opinião concreta, genuína e não tenha medo nem vergonha de gostar ou desgostar de alguma coisa, também não tenha medo de desconstruir sua opinião, é super normal, muitas vezes é bom, libertador! Mas não sejam pessoas chatas gratuitamente, que pra querer se diferenciar dos outros (mais ainda, já que todos somos diferentes) ficam pondo em jogo seu próprio senso crítico, mostrando o quanto volúvel, fraca e non-sense é sua opinião somente pra querer se diferenciar da massa. Fazendo isso vocês também estão se tornando um grupo (super chato, por sinal!) de pessoas que seguem determinado padrão, que desgostam de tudo que os outros gostam. Assim você estará seguindo...como é o nome...modinha!

Paz!


quarta-feira, 19 de julho de 2017

Hi, wassup!? Mais uma resenha nessa semana! Mês de Julho promete. Dessa vez de uma leitura resultado da parceria com o autor e jornalista Marcos Araújo, que vocês conheceram nesse post AQUI.
TÍTULO: Troco a bituca por 2 jujubas
AUTOR: Marcos Araújo
PÁGINAS: 216
EDITORA: Autografia
 Um insólito encontro com o astro David Bowie, perdido no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro fez com que um estagiário de jornalismo, cheio de dúvidas sobre qual caminho seguir, repensasse toda sua vida.
Recordações de infância em fotogramas riscados e esquecidos. Medos e traumas que se transformaram em paranóias. A política ditadorial transfigurando a cultura de massa. O sexo e os amores perdidos sob o olhar cotidiano da metrópole. Os heróis sem máscaras embalados pelo pós-punk Londrino e o Carnaval da Sapucaí.
Encontros e Desencontros que poderiam estar presentes na história de um rapaz insano. De um astro do Rock ou na vida de qualquer outra pessoa. A sua, por exemplo...
Exatamente.. a sua vida.
Troco a bituca por 2 jujubas é um compilado de crônicas e mini contos escritos pelo autor e jornalista Marcos Araújo. O livro conta com 60 textos num total de 216 páginas. O livro teve lançamento em Outubro de 2016 pela editora Autografia.

O autor Marcos Araújo nos entrega um grande compilado de textos escritos desde 1998 até os dias atuais. O título do livro remete à primeira crônica escrita que retrata o inusitado (e mágico!) encontro do mesmo com o seu maior ídolo, David Bowie. Marcos no faz sentir como se Bowie fosse nosso próprio ídolo e a experiência fosse nossa, algo inesperado e incrível que só sabe quem já passou por algo parecido (meio difícil hein!).

No decorrer do livro o autor nos deixa conhecer sobre sua vida através de memórias e infinitas referências ligadas ao seu gosto cultural, principalmente seus ídolos musicais. A grande maioria são bandas e cantores que dominaram o cenário de décadas atrás. Se você curte essa vibe de rock e pop dos anos 80 sinta-se à vontade e troque figurinhas com o autor lendo as páginas de Troco a bituca por 2 jujubas.

Alguns dos textos não são exatamente sobre sua vida, ao menos, não de forma explícita. Temos acesso a algumas histórias, uma espécie de contos narrados em terceira pessoa, com personagens fictícios e experiências bem coerentes com a atmosfera da obra num todo. Críticas e desabafos sobre a liberdade de expressão e a geração "mimimi" também são alvos do autor que tem uma visão mais profissional do assunto, devido à sua formação e experiência.

Há textos estranhos, engraçados, reflexivos e tristes. Mas todos têm duas coisas em comum: são interessantes e muito bem escritos. Definitivamente um livro pra quebrar o ritmo das leituras de romances e ficção. A qualidade do material é inegável, "fechando o pacote" do que já sabemos ser de bom gosto: o título e a capa. O autor e a editora Autografia estão de parabéns!

terça-feira, 18 de julho de 2017

Corre, gente! A Editora Sinna tá com uma super promoção incluindo seus últimos lançamentos. São combos de 2 ou 3 livros com FRETE GRÁTIS! Confiram:





COMBO LACRE TOTAL
1 EXEMPLAR DE A ACUSADA
1 EXEMPLAR DE O JOGO DO ENGANADOR
1 EXEMPLAR DE VILÕES
ACOMPANHA MARCADORES

 



COMBO - UM JOGO COM OS VILÕES
1 EXEMPLAR DE O JOGO DO ENGANADOR
1 EXEMPLAR DE VILÕES
*ACOMPANHA MARCADORES

COMPRAR



COMBO - OS VILÕES FORAM ACUSADOS
1 EXEMPLAR DE A ACUSADA
1 EXEMPLAR DE VILÕES
ACOMPANHA MARCADORES










E então, os combos estão muito bacanas né!? "A Acusada" eu já tenho em mãos e tô apaixonado pela qualidade do livro. Não percam!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Mais um filme de anime que conquistou profundamente meu coração, e claro, venho aqui indicar para vocês. Segue o post...

Hotarubi no Mori e, Into the Forest of Fireflies' Light ou Para a Floresta da Luz dos Vagalumes é um filme/anime de drama sobrenatural japonês de 45 minutos produzido por Takahiro Omori e teve seu lançamento em 2011.

O anime conta a história de uma garota chamada Hotaru, que aos 6 anos, se perde na floresta dos espíritos. Depois de tanto procurar uma saída a garotinha já se sentindo desolada é abordada por um rapaz mascarado chamado Gin.

Naquela floresta, por sua fama de abrigar espíritos, quase não se vê nenhum humano. E é exatamente isso que Gin NÃO é. A menina fica muito feliz de finalmente encontrar alguém mas o rapaz deixa claro que não é humano e que não pode ser tocado por um, ou irá desaparecer para sempre.

Ele a acompanha até a saída e já nesse primeiro contato, mesmo com uma breve conversa é possível perceber a amizade que irá se formar entre os dois. A menina fica feliz de finalmente conhecer um espírito e de fazer um amigo. Voltando no dia seguinte, os dois brincam e conversam firmando de vez aquele improvável laço.
Como Gin não pode sair da floresta e Hotaru está ali apenas no verão, na casa dos tios, os dois passam muito tempo sem se ver. A única oportunidade é realmente nas férias, e é isso que eles fazem, verão após verão.

À medida que Hotaru vai crescendo, Gin continua o mesmo, não mudando nada fisicamente. Mas o vínculo entre os dois vai ganhando força ano após ano, com a ajuda da saudade e da curiosidade. O sentimento vai se transformando gradativamente e a história começa a tomar um novo rumo. Uma linda história de amizade...e de amor.
Prepare seu coração porque o filme é lindo de morrer! O desenvolvimento da história é o ponto forte, na minha opinião. Você percebe o crescimento, a mudança e de repente está totalmente envolvido na trama. Os traços, sonoplastia e tudo mais no anime é impecável. Deu muita vontade de ler o mangá, de onde a história se originou e possui o mesmo nome.

sábado, 15 de julho de 2017

Dia de resenha extra aqui no blog! E mais um livro pra quebrar a rotina das leituras de férias. Confira a seguir...
TÍTULO: Do Inferno
AUTOR: Dylan Ricardo
PÁGINAS: 114
EDITORA: Cultura em Letras Edições
Do Inferno é um livro de poesias escrito pelo autor Dylan Ricardo. Com o total de 100 poesias, o livro possui 114 páginas e teve lançamento em Maio de 2017 pela Cultura Em Letras Edições.

O compilado de poesias componentes dessa obra são absolutamente coerentes à atmosfera que o título e a capa remetem. Com temas, títulos e palavras de força, a poesia se deixa escorrer na escuridão que vem Do Inferno.

Luto, Sombra, Insone, Fantasma, Engasgado e muitos outros poemas de títulos que chamam a atenção para esse turvamento de palavras nos leva à apreciar um pouco mais o que é cru, morno e desalegre, ou seja, desviar um pouco dos textos bonitinhos que tanto chuviscam na nossa orta literária.

"A existência é um abatedouro escuro
onde cobaias choram encostadas em paredes frias.
Meus cabelos caem a cada escovada.
Meus olhos escurecem a cada piscada.
E a vida passa.

Eu sou um fato.
Um fardo consumado."
Insone - pág 39

A cada poesia um suspiro pesado. São aqueles tipos de textos para se extrair vários momentos decorrentes da nossa vida descontente -não que isso seja uma coisa boa!- mas o que quero enfatizar é que as palavras são mais reais e oportunas do que desejaríamos que fossem.

É um livro ímpar, que para os apreciadores do gênero ou curiosos vale à pena a aquisição. O trabalho da editora mais uma vez muito bem feito com esse lançamento incrível!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Hello, booklovers! Vem conferir as novidades do Grupo Editorial Record para esse mês de Julho...muita coisa boa, hein!








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