terça-feira, 21 de novembro de 2017



Olá pessoas, como estão!?

Sabe aquele momento que um autor internacional que você imaginava ser inalcançável lhe dá aquelas migalhas de atenção e você pira!? Então, você fica vendo, revendo a foto/post e não consegue acreditar que aquele magnata da literatura (calma, exagerei...ou não!) notou você.

Às vezes, sem a menor das intenções, você marca o perfil do dito cujo, só de praxe mesmo, ou marca a editora ou puxa a hashtag da obra e de repente PÁ! o autor lhe nota, as vezes deixa um emoji e nos casos mais lindos agradece!

Quando enfatizo que esses pequenos momentos de alegria se dão com autores internacionais é por conta (obviamente) da acessibilidade que sabemos ser mais difícil com profissionais que são seguidos por fãs do mundo todo. Nada tão diferente de quando conhecemos e somos notados por autores da casa, que adoramos e são tão bons quanto os gringos.

A questão às vezes é o estrelismo ou indiferença com que autores brasileiros têm com fãs e blogueiros, estrelinhas que fecham contrato com uma editora grande e já se sentem ocupados demais pra responder, agradecer ou demonstrar qualquer atenção e interesse por aqueles que fazem com que seu trabalho aconteça.

Esses dias a autora Jennifer Niven (Por lugares Incríveis e Juntando os Pedaços) compartilhou uma foto minha com seu livro e de diversos fãs ao redor do mundo, agradecendo por um prêmio vencido e pelo reconhecimento de seu trabalho com fãs de todo os lugares. Ao compartilhar minha euforia me deparei com diversos colegas relatando que já aconteceu com autor fulano e sicrano e como foi especial receber aquela atençãozinha de pessoas que de certa forma escrevem pra gente, e muitas vezes acabam fazendo parte de nossas vidas.

Certamente já aconteceu com você. É bom né!? E às vezes é importante, não é verdade? Alguns @ deveriam aprender sobre humildade e mais atenção com seus fãs.

Relata aí quando o seu autor(a) favorito(a) te notou e você pirou!
Resultado de imagem para omg!

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

E aí, queridos! Estava tão atolado de trabalho mas estava com muitas saudades de escrever no blog que tô quase emocionado de tá voltando ahaha! Bom, vamos de resenha pra (re)começar...
No século XXV, a consciência de uma pessoa pode ser armazenada em um cartucho na base do cérebro e baixada para um novo corpo quando o atual para de funcionar. A morte, agora, nada mais é que um contratempo inconveniente, uma falha no programa. Takeshi Kovacs, um ex-militar de elite, após sua última morte, tem sua consciência transportada a Bay City, a antiga São Francisco, e é trazido de volta à vida para solucionar o assassinato de um magnata. Isso só para descobrir que seu contratante é a própria vítima, que voltou à vida em um novo corpo, mas sem as memórias do crime. Mal sabe Kovacs, porém, que essa investigação irá lançá-lo no centro de uma conspiração perversa até para os padrões de uma sociedade que trata a existência humana como um produto a ser comercializado.
Carbono Alterado é o primeiro livro da saga que leva o mesmo nome, é escrito pelo autor Richard Morgan e foi lançado no Brasil pela editora Bertrand Brasil em Junho de 2017. Com 490 páginas, o livro é narrado em primeira pessoa e em seu estilo CyberPunk promete conquistar o mundo como série adaptada em breve pela Netflix.

Takeshi Kovacs é um detetive que recebe um chamado para investigar a morte de seu próprio contratante. No futuro em que a história se passa, a consciência (ou espírito) é transportada sempre para um novo corpo, que na história chamam de cartuchos. Nesse caso, as pessoas são imortais, a não ser que o "cartucho" seja destruído e os dados perdidos, fazendo assim acontecer uma morte definitiva.

O detetive encontra dificuldades para solucionar o caso e acaba se deparando com uma rede de crimes e intrigas insana que fará de sua missão mais interessante e perigosa do que poderia imaginar. Com cenas de ação acima da média e ambientação bastante interessante misturando aspectos futurísticos e raw estilo Blade Runner o livro peca pela narrativa ser um pouco arrastada. No começo você se pega envolvido pelo ambiente misturando suspense e tecnologia avançada até que você espera ansiosamente por uma cena de ação (ou sexo, que também são muito boas) para apimentar a trama.

Takeshi não é bem um protagonista que ganha a simpatia do leitor, você apenas o acompanha ao longo da história porque o autor quis assim. Mas vou aguardar com afinco a série e ver o que a adaptação poderá melhorar tanto nos personagens quanto no desenvolvimento da trama. Os termos muito técnicos e tecnológicos podem também sofrer alguma alteração, assim poderá conquistar melhor um público maior que não liga tanto para detalhes tão específicos.

No entanto vale à pena conferir a obra antes da adaptação para que você sinta aquele gosto de "tô por dentro de tudo", mas também não há nenhum pecado em apenas ficar ansioso pela série e pular o livro. A indicação fica em aberto, de qualquer forma não decepcionou. A edição e revisão sem erros da Bertrand Brasil só confirma o trabalho excelente que a editora vêm fazendo com traduções e lançamentos em geral.

Perdoem a ausência e obrigado por não me abandonarem. Espero que tenham curtido a resenha e beijo na alma! ;)


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Hello, booklovers! Tudo bão? Terminei mais um livro super bacana e vim correndo compartilhar minhas impressões com vocês. A resenha é super especial pois o autor é um super amigo!
Tudo está muito quieto nas últimas quatro semanas depois da decisão de Hugo em lutar contra Sillas. Mesmo que nada aparentemente esteja acontecendo, algo ainda mais sombrio está sendo tramado, novas alianças estão sendo feitas e muitos segredos estão se escondendo na escuridão. Hugo ainda não está preparado para lutar contra o mal que o cerca e precisa ser treinado urgentemente, antes que seja tarde demais. Moris sabe que precisa usar um plano arriscado para ajudar Hugo a ganhar tempo e se preparar contra a guerra que se aproxima.
O Herdeiro de Eddon - Clã da Luz é o segundo volume da saga O Herdeiro de Eddon escrita pela autor M.P. Telles. Com 346 páginas o livro teve lançamento na metade de 2017 pela editora Multifoco. Para conhecer melhor a história confira a resenha do primeiro livro AQUI NO BLOG.

Hugo Thomas é um rapaz de 15 anos e que está prestes a vivenciar uma grande reviravolta na sua vida. Depois de descobrir ser o único herdeiro de uma terra em extinção mas com seu povo espalhado por todo o mundo, Hugo terá que inevitavelmente fugir de Silas, seu tio e maior inimigo.

Neste segundo volume a história ganha novos e importantes personagens. Antes, com amigos mais velhos e conhecidos de seu pai que prometeram proteger o herdeiro, Hugo estava dando os primeiros passos para entender a importância de sua existência para todo um povo, agora ele terá que lutar -literalmente- para sair vivo das armadilhas de Silas. Mas para isso precisará de mais ajuda, seus oficiais guardiões - O Clã da Luz!

O clã da luz é composto por uma linhagem herdeira de dons que serão usarão para proteger o herdeiro e todos os Eddonianos. Rodrigo, Sofia e Heitor são adolescentes que pensam serem comuns apesar de vez ou outra algo estranho acontecer em suas vidas. Na verdade, todos os garotos são hedonis - metade humanos, metade eddonianos - e serão convocados para um sério treinamento juntamente com Hugo para estarem preparados para a iminente guerra.

O autor deu um up legal na história com os novos personagens, ampliando o apego que o leitor terá com a trama. Agora temos mais para quem torcer e se divertir. Um elo de amizade - já previsível- nascerá entre os jovens e assim mais aventuras irão compartilhar.

O antagonista está mais cruel e a obscuridade toma de conta desse novo episódio que deu um grande passo em relação á história e tudo que nela compõe. A edição porém possui sérios erros de revisão e ortografia mas pra quem consegue passar por cima disso e focar na narrativa não será um problema.

Agradeço imensamente ao autor M.P. Telles pela parceria e homenagem - Sim! Homenagem - Ganhei um personagem com meu nome. Fiquei muito feliz e animado com isso, pois eu - o Rodrigo - sou um dos membros do clã e meu dom é F#d@!!! Hahaha

Espero que tenham curtido a resenha e confiram o trabalho do autor:


BOOKTRAILER
 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Olá, meus queridos! Tudo bem? Mais uma leitura finalizada e mais uma resenha aqui pra vocês! Vem conferir...
Leon é um romance gay nacional de 236 páginas escrito pelo autor Felipe Sales Mariotto. Lançado em 2015 pela editora Chiado, o visual e diagramação do livro agradam assim como a revisão quase sem erros. O livro é narrado em terceira pessoa com um narrador observador.

Leon é um rapaz de 20 anos que mora no interior do Rio de Janeiro e tem o sonho de ser médico. Conquistando uma vaga na URFJ ele precisa deixar os pais e embarcar sozinho para o que, para ele, será um novo mundo. Além de estar prestes a viver independentemente, Leon irá descobrir sobre si mesmo experimentando das mais diferentes aventuras.

O protagonista além de sonhador e esforçado possui uma beleza estonteante que, junto ao seu jeito interiorano tímido e até mesmo inocente, irá despertar os mais diversos sentimentos e desejos naqueles ao seu redor, sejam homens ou mulheres.

Leon não só enfrentará o grande desafio que será seu curso mas também as surpresas que sua beleza e desejo lhe proporcionarão. Um caso de amor, descobertas e muitos segredos irão conectar o rapaz ao seu colega de curso Arthur, um jovem rico que também pretende mudar o sentido de sua vida, e achará em Leon o impulso e a razão para viver tudo aquilo que sempre sonhou e receou.

A trama ambientada no Rio de Janeiro levará o leitor à cidade através de típicas baladas, azaração e situações cotidianas realistas e algumas até absurdas porém ainda assim aceitáveis. Os monstros da descoberta da verdadeira orientação sexual e valores morais são constantemente postos em questão, mesmo que a história em si tenha levemente romantizado os temas.

Os personagens são muito bem construídos e o enredo com desenvolvimento coerente -e felizmente- breve, deixará o leitor bastante envolvido e pregado no livro. Foi assim que me senti, grudado na obra, incapaz de soltá-lo até concluir e ver que fim essa sedutora e energética trama iria concluir.

Ao iniciar o livro dei de cara com o clichê das aventuras gays -o que não é um defeito, aliás adoro clichês- mas ao desenrolar da história descobri um ótimo livro. Recomendação garantida pra quem curte o gênero ou quer matar a curiosidade de ler um romance LGBT.

sábado, 23 de setembro de 2017

Olá booklovers, como estão!? Dia de resenha por aqui e dessa vez trago um livro nacional. Vamos lá...
Um bilhete, um diário, o que realmente há por trás dos alunos mais populares de um Colégio? Aos 17 anos, Marina Moura consegue uma bolsa para realizar seu sonho do intercâmbio em Toronto, Canadá. O que ela não esperava é que fosse obrigada a se enfiar em uma investigação para desvendar um assassinato e, menos ainda, que fosse ser a acusada pelo crime. Todos são suspeitos. Como confiar em alguém? Será mesmo que ela é inocente? Marina conseguirá se livrar da acusação? Ou o assassino será mais esperto? Era para ser o intercâmbio dos sonhos...
A Acusada é um livro de suspense escrito pela autora -sucesso no Wattpad- Patrícia Maiolini. Lançado pela editora Sinna em Abril de 2017, o livro possui 204 páginas numa bem diagramada edição.

Marina é uma adolescente brasileira de 17 anos que conquista a chance de concluir seus estudos numa renomada escola no Canadá. Sem muitas delongas a história se desenrola já com a ida da garota para o país onde nos é apresentado o ambiente da trama: um colégio do tipo interno onde os alunos residem com um colega de quarto cada, separado entre moças e rapazes.

Ao chegar, a garota se enturma bem com a colega de quarto, Elisa com quem faz um breve amizade. A popularidade da nova amiga faz com que Marina conheça numa festa antes das aulas iniciarem, as melhores e piores pessoas. Após uma semana de convivência e no lugar algo chocante acontece, Elisa é encontrada morta e a principal acusada é Marina, por ser a colega de quarto da vítima, além de ser nova e estrangeira.

Sem muitos amigos, apenas Elisa -agora morta- e Nicholas, um affair de Marina, a protagonista decide iniciar uma corrida contra o tempo para descobrir quem é o assassino da amiga e ao mesmo tempo tirar o seu da reta. A investigação policial lenta e a má fama na escola são os impulsos para Marina andar com seus próprios passos.

Apesar do enredo clichê o livro me chamou a atenção pelo drama que esperava ver numa adolescente que está em outro país sendo acusada de um crime num internato. Infelizmente a trama voa e tudo acontece muito, muito rápido. Marina consegue facilmente chegar numa conclusão com a ajuda de um detetive particular. Os suspeitos são muito acessíveis e o crime pareceu não chocar os personagens a não ser a própria protagonista que tem diálogos muito formais até em momentos íntimos.

O livro não chega a ser ruim mas poderia ter um desenvolvimento melhor. Há personagens importantes que deveriam ter sido melhor explorados para sua conclusão na história ter mais coerência. A leitura felizmente é simples e rápida, no geral o livro não deixa de ser classificado com um entretenimento na média.


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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Hey booklovers, como estão indo de leituras? Mais uma resenha feat. indicação aqui pra vocês curtirem. Vem conferir
TÍTULO: A Guerra que salvou a minha vida
AUTOR: Kimberly Brubaker Bradley
PÁGINAS:240
EDITORA: Darkside
A Guerra que Salvou a Minha Vida é um daqueles romances que você lê com um nó no peito, sorrisos no rosto e – entre um parágrafo e outro – lágrimas nos olhos. Uma obra sobre as muitas batalhas que precisamos vencer para conquistar nosso lugar no mundo. Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando. Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor.
 A Guerra que Salvou a Minha Vida é um drama histórico escrito pela Kimberly Brubaker Bradley. Lançado em uma linda edição capa dura pela editora Darkside, o livro possui 46 capítulos num total de 240 páginas.

Ada é uma garota de 10 anos e tem um irmão de 6, Jamie. A menina cuida do caçula como um filho, dando carinho, atenção e os cuidados que ela mesma não recebe e nunca recebeu da mãe, que a maltrata cruelmente. A garota nasceu com uma deficiência não tão incomum, seu pezinho é torto. Como nunca foi cuidado nem recebeu tratamento o problema só se agravou e a menina não aprendeu a andar e vivia trancafiada em casa, acusada pela mãe de ser uma aberração.

Mas Ada não é boba e mesmo acostumada e convencida de que não tem importância nem é digna de qualquer bondade no mundo, é tentada a fugir do terror que é sua vida, procurar uma saída. E a guerra é exatamente a sua chance de libertação. Ouvindo do irmão as informações sobre a guerra iminente e os ataques que poderiam ocorrer a qualquer momento em Londres, onde moravam, Ada decide fugir com Jamie em um trem que estava levando crianças para morar com famílias no interior. E conseguindo isso, tudo muda...

Os irmãos conseguem abrigo na casa de uma senhora solteira chamada Susan, que nunca foi casada, nem teve filhos e que -implicitamente- é viúva de sua companheira. A estranha relação de uma mulher que não sabe como cuidar de crianças com os irmãos acostumados -principalmente Ada- com maus tratos rumará para um curioso desenrolar que deixará o leitor torcendo para que todos descubram o sentido de suas vidas e um sentimento esquisito chamado felicidade, sejam estes os meninos ou a solitária senhora.

Não esquecendo o background dessa trama, a II Guerra, a autora consegue deixar claro que as relações humanas são complexas mesmo se forem narradas por uma menina com a idade da Ada. O terror de viver com uma família que não lhe aceita do jeito que você é molda sua cabeça, endurece o coração e suas armaduras viram quase membros imutáveis do seu corpo. A Guerra vai muito além das bombas, ou qualquer outra batalha que você possa enxergar com os olhos.

Uma obra que tem um desenvolvimento redondinho e não decepciona em nada. Esteja preparado para ter risadas, suspiros ou lágrimas arrancadas, e no final apertar o livro no peito e sorrir por ter feito uma ótima leitura.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Olá meus queridos, cadê vocês!? Tô voltando à ativa com o blog e trazendo algumas novidades para vocês. O lançamento especial da vez é de um autor super querido e que faz um trabalho impecável escrevendo poemas. Confira.
 "Era uma vez um dedicado leitor que queria ser escritor, pois achava que tinha o que dizer, mas não só isso, ele precisava expor, era muito mais que apenas um exercício de arrogância inconsciente. Era vital. O monstro que lhe habitava as entranhas estava a cada dia mais barulhento e preenchia cadernos com medos, desejos, lembranças e revoltas. Ele queria registrar tudo o que havia vivido, precisava deixar compiladas suas experiências, como uma marca do que passou durante a existência. Uma prova de que havia vivido. Ele queria arrancar seus escritos das gavetas e atirá-los ao mundo. Queria tocar em sua obra publicada, pegar nas folhas, sentir o peso das frases, o cheiro do livro e o aguilhão de cada letra. Não lhe bastava mais escrever para si, ele desejava mostrar a todos o que acontecia pelos fumegantes e devastados campos inóspitos do seu cérebro. Queria cuspir, vomitar, arremessar tudo o que lhe carcomia as vísceras. E copulando com a dor, partejou poemas. Cem poemas que compõem esta pequena obra, fruto de noites em claro, de ácidas lágrimas vermelhas, de espelhos quebrados, paredes esmurradas, pulmões nicotinados, garrafas esvaziadas e torturantes lembranças. Caros leitores, Bem-vindos ao meu cérebro." - Dylan Ricardo

Aos leitores de Pernambuco, o livro estará à venda na Fenelivro, que acontecerá nos dias 20 à 24 de Setembro no Centro de Convenções de Pernambuco. Acompanhe o Facebook do autor para conferir sua presença no evento.

Aqui no blog eu resenhei o "Do Inferno",  seu primeiro livro de poesias lançado pela Cultura Em Letras Edições. Clique AQUI para ler a resenha completa com sinopse e link para compra. 

Fiquem de olho que em breve trarei a resenha de "Estado Terminal" com minhas impressões e -conhecendo a escrita de Dylan- suspiros por escrito. Abaixo seguem alguns links para comprar o livro que já está nas livrarias!

COMPRAR O LIVRO:

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Ressuscitei! Consegui um breve tempo pra dar às caras no blog e postar a resenha desse livro que me emocionou pra caramba! Vem conferir

TÍTULO: A Montanha

AUTOR: Lori Lansens

PÁGINAS: 322

EDITORA: Bertrand Brasil

Uma história emocionante de aventura, sacrifício e sobrevivência na natureza implacável de uma montanha lendária Assim que completa 18 anos, Wolf Truly pega o teleférico para o topo da montanha que se ergue sobre a cidade em que vive. Ele planeja tirar a própria vida. Em vez disso, acaba se deparando com três mulheres vagando pelas florestas, estranhas que mudarão o rumo da sua vida. Quando uma série de infortúnios deixa esse grupo preso em meio à natureza selvagem, eles logo percebem que podem contar apenas um com o outro para se defenderem da brutalidade da floresta. Conforme dias sem resgate começam a passar e sua desventura se transforma em pesadelo, essas quatro almas perdidas formam um laço inquebrável, impulsionando-se mais longe do que jamais consideraram possível. A Montanha é uma história de redenção e sacrifício; da realidade brutal da natureza; do amadurecimento a qualquer idade; e das formas singulares como forçamos uns aos outros a sobreviver.

A Montanha é um drama em primeira pessoa escrito pela autora Lori Lansens. Com 322 páginas o livro teve lançamento no Brasil em Junho de 2017.

Wolf Truly, protagonista dessa história, narra já um homem, a mais desafiadora provação de sua vida quando ainda era adolescente. Na suas primeiras palavras, destinadas a revelar à seu filho segredos e experiências antes não contadas, ele também prepara nós, leitores, para lidar com memórias sofridas e sombrias -mesmo assim não estava preparado- que poderá apertar nosso coração.

Quando ainda era uma criança Wolf perdeu a mãe e passou a ser "cuidado" pelo pai e por inúmeras namoradas do mesmo. Na adolescência, quando seu pai perdeu a casa numa aposta -um patife- teve que ir morar num trailer paupérrimo com a tia e seus inúmeros primos numa região quente dos Estados Unidos, onde havia uma famosa e imensa montanha que era ponto turístico da região.

Seu refúgio da vida desgraçada com uma família absolutamente desestruturada era se aventurar na montanha com seu novo-e-melhor-amigo-quasei-irmão Birdy. Mas num dia que era pra ser especial para seu amigo acabou numa tragédia e isso foi o ápice de problemas não resolvidos na vida do jovem, o levando a desistir de tudo.

No dia de seu aniversário de 18 anos, o rapaz decide subir a montanha até o topo para se matar. Acontece que no caminho ele é solicitado por uma senhora com sua filha e uma garota que as segue a todo tempo. As mulheres querem chegar a um lago que não faz partes das trilhas registradas da montanha. Levado pelo instinto de gentileza, Wolf decide guiá-las mas acabam se perdendo e se acidentando, caindo em um desfiladeiro que dificultará muito sua volta.

Então o rapaz, perdido na montanha com essas mulheres passa a viver a experiência mais intensa da sua vida, à todo momento sentindo o gosto da morte e conhecendo os mais altos picos das emoções de um ser humano. Uma montanha russa de tensão que prende o leitor.

Os capítulos finais do livro são simplesmente um tiro atrás do outro. As revelações que a trama guarda para o fechamento do enredo é um xeque-mate da obra! Fiquei arrasado e olhando pro teto uns 15 minutos absorvendo tudo e sentindo a maravilhosa experiência que foi essa leitura. Esse vai pro top 3 do ano com certeza!

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